Img → HTML
O que é
Skill para transformar um mock de interface (PNG/JPG/WebP) numa recriação HTML fiel, passo a passo.
Entrada: uma imagem de referência (anexada no chat, path, ou URL). Se faltar, peça.
Saída: pasta
com a referência copiada, o wireframe, o
e uma pasta
com o CSS, o JS e as mídias geradas.
O entrypoint final deve se chamar exatamente
. Não use outro nome para o HTML principal.
= nome curto do mock em kebab-case (ex.:
). Se o usuário não indicar, derive do nome do arquivo ou pergunte.
Por que em etapas
Recriar a tela inteira de uma vez falha (cores, glass, ícones e fontes misturam erros). O fluxo é bottom-up: cada camada só começa depois da anterior aprovada pelo usuário. O wireframe define o que existe e seu plano indica quando e como implementar cada região. Assets entram conforme sua função: imagens que compõem o fundo são feitas junto dele.
Pipeline
1. reference → $to-wireframe format=ascii → wireframe.txt + plano → [usuário aprova ambos]
2. fundo completo (CSS e/ou imagens) → [usuário aprova]
3. estrutura e componentes + fontes → [usuário aprova]
4. assets restantes (ícones, imagens etc.) → [usuário aprova, se houver]
5. revisão final integrada → [usuário aprova]
Gate de aprovação (vale para todas as etapas)
Ao terminar uma etapa:
- Mostre o resultado (path + no macOS e/ou screenshot no browser).
- Pergunte se está correto / se mudaria algo.
- Pare. Não inicie a etapa seguinte.
Só avance com confirmação explícita ("aprovado", "pode seguir", "ok"). Se o usuário pedir correção: edite, mostre de novo, aguarde nova aprovação.
A aprovação do plano autoriza a sequência proposta, sem substituir os gates de implementação. Se não houver assets restantes, indique isso no plano e omita a etapa 4; depois da aprovação da etapa 3, siga para a revisão final.
Layout da pasta
design-systems/<slug>/
reference.[ext] # cópia da imagem de entrada
wireframe.txt # planta tipada criada por $to-wireframe format=ascii; plano apresentado junto
index.html # markup — só estrutura, sem <style>/<script> inline
assets/
styles.css # todo o CSS
app.js # todo o JS (só se o mock precisar de comportamento)
crops/ # recortes da reference
*.png / *.mp4 … # imagens, ícones, vídeos gerados
Stack: HTML + CSS + JS separados
Sem build, sem bundler, sem framework, sem , sem dev server — abre com
e funciona.
- carrega os outros dois:
<link rel="stylesheet" href="assets/styles.css">
no e <script src="assets/app.js" defer></script>
.
- Nada de ou inline no HTML, e nada de nos elementos. Todo CSS vive em .
- Um só. Se ele passar de ~1500 linhas, aí sim quebre por região (, ) e adicione os correspondentes — mas o default é um arquivo.
- é a única pasta auxiliar: CSS, JS, imagens, ícones, vídeos e os crops moram todos lá.
- Sem Tailwind, sem CDN de framework. CSS puro, com custom properties no para o design system (cores, radius, sombras, tipografia).
- Cada região do wireframe vira uma classe CSS (, , , , …) e cada tag tipada vira uma classe utilitária (, , , , …). Mesmo id no wireframe = mesma classe.
- Conteúdo repetido (lista de cards, itens de nav) é escrito direto no HTML. Só crie se o mock exigir comportamento real; não gere markup por loop de JS.
- Paths sempre relativos: .
Se o usuário pedir React/Vite explicitamente, aí sim mude a stack.
Etapa 1 — Wireframe ASCII tipado + plano
Objetivo: a planta estrutural da tela — quais regiões existem e que texto tem dentro delas — acompanhada de um plano curto de implementação por região.
O wireframe é o
contrato com o HTML: cada região e cada tag tipada vira depois uma
classe CSS (mesmo id = mesmo visual). A criação, o vocabulário tipado, o aninhamento e a revisão estrutural pertencem exclusivamente a
. Não replique essas regras nesta skill.
Criar o wireframe
- Criar e copiar a imagem para .
- Invocar a skill com ,
image=design-systems/<slug>/reference.[ext]
e output=design-systems/<slug>/wireframe.txt
.
- Manter como o contrato canônico desta execução. Não gerar SVG nesta etapa.
- Não alterar o wireframe depois da entrega do ; qualquer correção estrutural volta para com a mesma imagem e .
Plano de implementação (na mesma aprovação)
Depois de receber o ASCII do
, indique para cada região
a etapa de implementação e a técnica prevista. Agrupe regiões iguais. Apresente o plano na mensagem, em uma tabela curta. Ele não é adicionado ao ASCII: etapas e técnicas não fazem parte dos ids/classes nem do texto da interface.
Exemplo de plano (adaptar à referência):
| Região / elemento | Etapa | Técnica prevista |
|---|
| Fundo da tela + arte decorativa | 2 | Gradiente CSS + ilustração transparente |
| Nav, hero e cards | 3 | HTML/CSS; família e peso definidos antes do ajuste fino |
| Fundo ilustrado de um card | 3 | Imagem + CSS, junto da superfície do card |
| Área de mídia | 3 / 4 | Estrutura na 3; imagem de conteúdo na 4 |
| Ícones e avatares | 4 | Assets gerados a partir dos recortes |
| Tela completa | 5 | Comparação integrada e correções finais |
Escolha visualmente entre CSS, imagem ou composição dos dois, considerando fidelidade, esforço e facilidade de ajustar posição/escala. Cores, gradientes e formas simples favorecem CSS; arte e texturas complexas favorecem imagem; camadas separadas ajudam quando precisam de ajustes independentes. Uma imagem de fundo única também é válida quando reproduz melhor a composição. Preserve textos e controles como HTML.
Classifique imagens pela função, não pelo formato: fundo da tela → etapa 2; fundo de componente → etapa 3; imagem de conteúdo, ícone ou avatar → etapa 4. Nenhuma superfície deve ser aprovada com parte essencial do seu fundo ainda pendente. Planejar esses assets na etapa 1 não significa recortá-los ou gerá-los ali.
Faça somente a revisão do plano: ele cobre todas as regiões do wireframe e distingue assets de fundo dos assets restantes? Depois mostre
junto do plano e aplique o
gate único para estrutura + sequência/técnicas propostas.
Etapa 2 — Fundo completo (CSS e/ou imagens)
Pré-requisito: wireframe e plano aprovados.
- Criar (esqueleto mínimo com o para e vazio) e (reset curto + com as custom properties que já der para definir).
- Recriar o fundo completo com a técnica escolhida no plano: CSS, imagem única ou composição de camadas. Produzir agora as imagens necessárias, usando o procedimento de assets abaixo; não deixá-las para a etapa 4. Quando houver várias camadas independentes, gere-as no mesmo lote paralelo e só componha o fundo depois que todas terminarem.
- Sem navbar, cards ou conteúdo. O pode receber elementos decorativos quando necessários para compor o fundo; também podem ser usados backgrounds CSS e pseudo-elementos.
- Ajustar posição, escala, recorte, transparência e mistura entre camadas. Abrir o arquivo no browser () e comparar o fundo composto com a referência.
- Gate.
Etapa 3 — Estrutura e componentes + fontes
Aqui entram a estrutura e os textos do wireframe (markup no
, estilo no
): primeiro o chrome (
— top bar e/ou sidebar), depois cada tipo de card (
,
, …) e as demais regiões. Imagens que compõem o fundo de um componente entram junto dele; as independentes usam o mesmo lote paralelo do procedimento de assets. Um gate só, no fim.
Fontes antes do ajuste fino
- Para cada tipo de tag distinto (…, , , …), identificar família + peso. Se a skill/API local estiver disponível, usar crop de uma linha com case-sensitive; caso contrário, escolher por julgamento visual a Google Font mais próxima e informar a aproximação.
- Aplicar o do Google Fonts no ou no , com / nas classes correspondentes. Mesmo id de tag = mesma tipografia.
- Confirmar o carregamento das fontes antes de ajustar quebras de linha, dimensões e espaçamentos. Não adiar a escolha da família/peso para a revisão final.
Meta: cada superfície indistinguível da referência. Iterar medindo, não chutando:
- cores (eyedropper / sample de pixels na )
- gradientes (ângulo + stops)
- transparência (glass vs opaco)
- bordas / rim light (direção, soft vs hairline)
- glow / sombra externa e inset
- radius, padding, espaçamento entre elementos
- tipografia já aplicada (família/peso, tamanho, altura de linha e espaçamento)
Fluxo por superfície (nav primeiro, depois card a card):
- Crop da referência (ou lab side-by-side no browser).
- Amostrar pixels (fill, rim TL/BR, texto, meta).
- Escrever o markup no e a classe em ; valores reutilizados viram custom property no .
- Screenshot recreate vs crop; ajustar até bater.
Somente os assets atribuídos à etapa 4 continuam como placeholders, com dimensões reservadas. Fundos e fontes dos componentes já devem estar completos. Com as regiões implementadas e comparadas → gate.
Etapa 4 — Assets restantes
Implementar os
/
/
e demais assets que o plano deixou para esta etapa. Reutilizar os assets de fundo já aprovados; não regenerá-los apenas para cumprir esta etapa. Preparar todos os recortes da etapa e gerar os assets independentes em paralelo pelo procedimento abaixo; depois comparar o conjunto e apresentar o
gate. Se não houver pendências, omitir esta etapa conforme o plano.
Procedimento de assets (usado nas etapas 2, 3 e 4)
- Fazer todos os crops necessários na → antes de iniciar qualquer geração.
- Separar os requests em lotes: assets sem dependência entre si e com arquivos de destino distintos pertencem ao mesmo lote. Um asset que depende de uma imagem recém-gerada, ou de uma composição ainda não aprovada, fica no lote seguinte.
- Regenerar cada lote com GPT Image 2 via OpenRouter () em paralelo. Para ícones ou camadas recortadas, pedir PNG com fundo transparente; para um fundo completo, preservar o fundo necessário. Adaptar o prompt à arte (foto, textura, 3D etc.); não impor estilo flat a todo asset. Inicie cada comando em segundo plano e execute antes de encaixar qualquer resultado. Exemplo para dois ícones independentes:
bash
uv run ~/.agents/skills/openrouter-img/scripts/generate_image.py \
--prompt "Recreate this UI icon/asset exactly. Flat, clean edges. Transparent background. No extra padding, no mockup frame." \
--input-image design-systems/<slug>/assets/crops/{id}.png \
--filename design-systems/<slug>/assets/{id}.png \
--model gpt2 --resolution 1K --aspect-ratio 1:1 &
uv run ~/.agents/skills/openrouter-img/scripts/generate_image.py \
--prompt "Recreate this UI icon/asset exactly. Flat, clean edges. Transparent background. No extra padding, no mockup frame." \
--input-image design-systems/<slug>/assets/crops/{id-2}.png \
--filename design-systems/<slug>/assets/{id-2}.png \
--model gpt2 --resolution 1K --aspect-ratio 1:1 &
wait
Rodar a partir do cwd do repo de skills (ou paths absolutos). Para um único asset, rode o mesmo comando sem
e sem
. Ajustar
ao crop ou à camada de destino. Ao gerar um fundo a partir do mock, pedir apenas a arte de fundo, sem reproduzir textos, cards ou controles sobrepostos. Requer
(
do projeto ou
).
- Depois do , encaixar cada resultado no HTML via
<img src="assets/{id}.png">
(ou ) e comparar com a ref.
- Se algum falhou: preparar somente os assets afetados para um novo lote, com prompt ajustado; não regenerar os que já passaram.
- Avaliar os assets na composição da etapa que os utiliza; o gate é o dessa etapa, sem uma aprovação extra por arquivo.
Etapa 5 — Revisão final integrada
- Comparar uma screenshot da tela completa com a referência, no mesmo viewport, com fontes e assets carregados.
- Conferir a cobertura do wireframe/plano e corrigir diferenças de integração: sobreposição de camadas, recortes, alinhamentos, quebras de linha e espaçamentos após a entrada dos assets.
- Verificar paths relativos e os comportamentos implementados, se houver. Informar aproximações ou pendências reais.
- Mostrar a tela completa e os arquivos finais → Gate. Esta etapa consolida o resultado; fontes e fundos já foram implementados nas etapas anteriores.
Não fazer
- Pular gates ou "adiantar" várias etapas num único turno.
- Na etapa 1: medir, croppar, fazer OCR, desenhar arte, ou refinar o wireframe além da revisão única.
- Adiar imagens essenciais de fundo para a etapa 4, ou deixar a escolha de fontes para a revisão final.
- Inventar textos ilegíveis no wireframe.
- Desenhar caixa de componente sem label de região, ou achatar cards-filho em texto solto dentro do pai.
- Marcar nav ativo como (use / variante).
- Tratar ícones/imagens com Lucide/placeholder "parecido" quando o plano pede asset gerado da ref.
- Escrever CSS inline ( no HTML ou no elemento) — todo estilo vai para .
- Criar , bundler, framework ou espalhar arquivos fora de .